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Mostrando postagens de outubro, 2024

URBANIDADE ANALÓGICA

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Anacronismo [pisando sobre uma história colonial]   URBANIDADE ANALÓGICA O ruído urbano   Que vibra a alvenaria   Me acalma e me acolhe Mas também me agita Sensação de pertencer Sem pertencer Perceber que faço parte Sem fazer   Estar Mas também não estar Passar despercebido Sem ter tempo de ficar (…) Estava na sacada Acredita!? Num lugar de destaque E mesmo assim Não fui notado Que sensação boa De observar   Do alto O frio Deserto asfalto O motor monocilíndrico A buzina aguda Sentir o frio do metal   Mal pintado Meio enferrujado   Molhado de orvalho De repente Um silêncio urbanizado   No epicentro de uma ausência   Murmurinhos a alguns quilômetros Eu verdadeiramente chamo isso de paz… PS: numa noite fria [bem fria] de outono em Petrópolis/RJ Por Farley Marcondes

ASSOCIAÇÃO LIVRE DE IDEIAS [EM VERSOS E RIMAS FRÁGEIS] I

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Numa manhã quente e seca. [primavera insistindo em surgir] CORO FRACO É CARO   É caro, meu caro E a carência do coro Não raro Deixa fraco Qualquer sinal de resistência Imprudência Inocência O que resta?   Padecimento Lamúria Fraqueza Então espera Sem pressa Se for rápido tropeça E daquele tropeço Breve Ligeiro Abriu-se um encanto Um renascimento Lento Pragmático Dogmático Estapafúrdio Então vai de novo Rebusca Rabisca Deixa mais caro Requintado Um Barroco E quem sabe, meu caro O tom fica claro Esbranquiçado Esclarecido Clarificado Inquestionável   Cegueira Branca Igual Saramago De repente, me furta a vidência Me furta a certeza Abandono a prudência Fico c ego de tanto ver Ignorante por muito [pouco] saber Ignora o errante Deixa ir Fluir Em seguida, cair Quebrou! Depois de quebrado Um Renascer   Nascimento de faz-de-conta Simbólico “Renascer”, igual de “Repartir” É nascer e é partir Mas de novo Erre  Mais  É (R + E) Antes de tudo Antes de Nascer Antes de Par...