SOBRE CONFIANÇA - [in]consciência
[IN]CONSCIÊNCIA
(SOBRE CONFIANÇA)
Sou o que realmente julgo ser?
E quando me falta o juízo?
Sou um engano, ou uma certeza?
A certeza mais certa de toda a minha consciência
De onde vem?
E a certeza transcendental?
Aquela quando eu acho que sabem de mim!?
Uma consciência divina
Perante sua onisciência
Sou realmente eu?
E quando me excede a dopamina?
Que certeza tenho de mim?
Na euforia
Na anestesia
Sem contato comigo mesmo
Resta alguma certeza sobre mim mim?
Alguém sabe mais de mim do que eu mesmo?
Se sabe:
Que confiança tem minha própria consciência?
Se não sabe:
Por que aceitamos o entendimento alheio sobre nós?
Se sou o maior sabedor de mim
Por que isso não é o suficiente para blindar-me?
O que acham de nós tende a ser mais “importante”
Do que aquilo que tenho comigo, de mim mesmo
Segredos
Insuportáveis
Porque se é frágil
Aí segredo nenhum é consistente
Deflagra
Um flagrante
Só é real aquilo que escapa à própria consciência
Aquilo que compartilha
Com a do outro
Com outra consciência
Como já disse outra vez
E insisto novamente
“Tudo o que é fluido demais inunda”
Por que não deixa escapar?
Deixe fluir
Aqui
Ou em outro lugar
Não é fraqueza admitir
Deixa pra lá
Confie em si mesmo
Nos seus instintos
E na sua intuição
Então confie na sua [in]consciência
Na imanência de seus sentidos
No lugar de onde nasce seus impulsos
Na correnteza que carrega os seus atos
Onde deságua seus afetos
De onde deposita seus medos
Confie em si mesmo
E na sua [in]consciência

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